O Preço da Graça

Texto Base: Mateus 4:1-11

¹ Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
² E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
³ E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
⁴ Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
⁵ Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
⁶ E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
⁷ Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
⁸ Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
⁹ E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
¹⁰ Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
¹¹ Então o diabo o deixa; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.
Fonte: https://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/4/1-11

Introdução

Nenhum dos aqui presentes deve surpreender-se quando afirmo que o sistema de valores pregados pela sociedade está totalmente invertido. Todos aqui já escutaram que o “TER” cada dia mais sobrepõe o “SER” e, infelizmente, vários de nós já sentiram isso na pele, e outros tantos ainda o sentirão. Isso nada mais é que o resultado da busca constante do homem por algo ou alguém que supra seu vazio; que responda às três grandes perguntas: “O que somos, de onde viemos e para onde iremos?”

Nessa incessante tentativa de preencher o vácuo espiritual decorrente do pecado adâmico, o homem passou a criar seus deuses e religiões. Primeiramente passamos a tratar tudo como deus e deus como tudo (Panteísmo). Logo depois a natureza passou a ser nosso deus (animismo). Adiante, a humanidade passou a atribuir características de animais — reais ou mitológicos — a deus (zoomorfismo); basta lembrarmos do bezerro de ouro forjado pelos judeus enquanto as Tábuas das Leis estavam sendo escritas e, o incrível, é que nenhum outro povo do Velho Testamento viu tão de perto a providência divina. Então passamos a misturar homens e animais como os egípcios o fizeram (antropozoomorfismo). Não satisfeitos, finalmente criamos os deuses conforme nossa imagem e semelhança ao moldarmos um lindo panteão grego contendo Zeus, Poseidon, Hades, Apolo, Atena, etc. (antropomorfismo). Em cada uma dessas formas distorcemos a imagem conceitual e relacional que tínhamos acerca de Deus (antropopatia). Finalmente Nietzsche, em sua obra “Ecce Homo”, forjou a frase “Deus está morto” e coroou assim o ateísmo, aprofundando a separação iniciada em Kant. Eliminando a figura do Pai quem passa ao status de ser superior em todo o mundo? O próprio homem! Percebamos agora o porquê dessa imensurável ode ao egocentrismo que nos bombardeia diuturnamente.

Contudo, como cristãos esclarecidos pela Escritura e cientes de que o mundo jaz no maligno, essa percepção não nos assusta. Afinal, o que esperar daqueles que vivem em pecado senão a total separação de Deus? Mas, infelizmente, este mesmo narcisismo tem entrado em nossas igrejas de forma homeopática, travestido de verdade bíblica, recheado de humanismo, positivismo, relativismo, sincretismo e demais pensamentos não cristãos. A Teologia da Prosperidade distorce o princípio da Graça divina ao ensinar que devemos barganhar com Deus; um verdadeiro escambo espiritual onde trocamos dízimos por bênçãos celestiais. Isso em nada deve ao absurdo das indulgências, em que, poucos séculos atrás, a igreja vendia papéis que garantiam perdão dos pecados ocorridos, futuros e até de terceiros, de forma que poderiam abater a pena daqueles que perambulavam no purgatório. O princípio da Graça condensado em Ef 2:81 caíra no esquecimento. Após 500 anos da Reforma Protestante, que combateu diretamente a prática da indulgência, muitas igrejas estão retornando a este erro absurdo, assim como todo aquele que tenta alcançar a graça de Deus por mérito próprio.

Este raquitismo teológico-espiritual é resultado de um evangelho “Nutella”, “café com leite”, “mamão com açúcar” ou politicamente correto que está sendo ensinado. Vemos pregadores exibindo um tipo de salvação que não passa pela cruz do calvário, uma graça merecida — por mais paradoxal que isso pareça — e a relativização do pecado e de suas consequências na comunhão entre homem e Deus. Dessa forma cometemos o absurdo de culpar Deus quando vemos nossos planos ruírem, os sonhos desaparecerem ou sermos açoitados pelas consequências de nossas escolhas. É justamente por isso que vejo quatro maravilhosos ensinamentos quando da tentação sofrida por Cristo no deserto.

Defesa

Absoluta Submissão à Vontade de Deus

Imaginemos que cada um dos aqui presentes tivesse ganho uma grande herança e pudesse escolher qualquer lugar do mundo para passar 40 dias com tudo pago, então quantos escolheriam um deserto? Realmente não me parece aprazível curtir o Sol causticante durante o dia e o frio lancinante à noite. Em várias passagens Cristo nos ensinou a total obediência à vontade do Pai, independente do sofrimento pelo qual Ele precisou passar. Em Gn 3:151 temos a primeira promessa redentora profetizada imediatamente após o pecado de Adão e explicitando que um justo entregar-se-ia como oferta definitiva. Mas gostaria de me ater um pouco em Lc 22:422, em que, no Getsêmani, Cristo explicitou-nos o peso do cálice. É certo que não devemos menosprezar os sofrimentos físico e psicológico decorrentes da Via Crucis, onde nosso redentor sofreu ao carregar aquele madeiro e levar tantas chicotadas — que eram nossas. Contudo, aquele cálice falava do maior sofrimento para um ser santo por representar os pecados de todos os eleitos de Deus do passado, presente e futuro que Ele levaria sobre si. Aquele que é justo e soberano escolheu — ES-CO-LHEU — sorver nossos pecados e sujar-se com a nossa imundície para que nEle tornássemos santos. Tudo isso por amor a nós e obediência ao Pai.

Mas como adoramos a ideia de que tudo é relativo, pois assim desobedecemos a Deus mas mantemos nossa consciência limpa. Somos humanos e por isso pecamos, claro! Deus em sua imensurável graça sabe que é impossível sermos totalmente santos, que fatidicamente escorregamos em nossa fé; mas a questão é que os salvos em Cristo procuram forças no Espírito Santo para erguer-se e purificar-se ao invés de ficarem chafurdando no pecado enquanto vangloriam-se de seus delitos. Ao passo que muitos brincam de ser crentes, temos irmãos nossos nas mãos do DAESH sofrendo mutilações ou sendo assassinados por meio de decapitação, afogamento, enforcamento, incinerados vivos ou vítimas de pauladas. Tudo isso por obediência incondicional às Sagradas Escrituras. Lembremos que comer a fruta proibida por si só não foi o pecado, mas a materialização da desobediência a Deus que havia nascido no coração e mente de Adão, pois, se a obediência ao Pai houvesse vencido, o pecado primordial não haveria ocorrido.

Quando salvos em Cristo, o Espírito Santo automaticamente passa a nutrir em nossos corações o amor pelas escrituras e a obediência a Deus. Essas duas coisas resultam no processo de santificação e não há como separá-las. Quem é salvo em Cristo O ama, O obedece e busca a Sua santidade.

Confiança na Providência Divina

Cristo não foi ao deserto aleatoriamente, mas por orientação do Espírito Santo e ciente de que haveria de passar por tentações. Passados quarenta dias de jejum, o diabo, sabendo que este seria o momento de maior fragilidade física, apresentou-se ao messias e começou a tentá-lo. O diabo incitou Jesus a utilizar de sua onipotência e executar um milagre para alimentar-se e restaurar as forças físicas. Entretanto, o Messias tinha plena consciência que havia sido colocado naquela situação pelo Pai e, portanto, Ele haveria de suprir suas necessidades no tempo e na forma que bem entendesse, fato esse que ocorreu quando os anjos vieram ao seu socorro (Mt 4:113). Caso Cristo executasse o tão esperado milagre, estaria satisfazendo a vontade do Diabo, em detrimento do cumprimento da ordem do Pai, que era fazê-lo passar por todas as tentações e vencê-las para servir-nos de exemplo. Diuturnamente somos alvos das intempéries da vida e, mesmo sendo cristãos, não estamos isentos de problemas físicos, psicológicos, financeiros, relacionais, etc., mas possuímos o Espírito Santo de Deus a nos orientar sobre qual o melhor caminho a seguir e nos fortalecer quando estamos em dificuldades. Infelizmente, muitas vezes não temos fé suficiente para nos jogarmos nos braços de Deus e obedecermos incondicionalmente Sua vontade, antes, ante qualquer dificuldade, viramos as costas à vontade divina e seguimos pelos caminhos que nossos sentidos nos guiam. Resumindo: “não confiamos em Deus”! Segundo Hendriksen, na primeira provação o diabo tentara “destruir a confiança do Filho na vontade e poder do Pai para sustentá-lo. O que o tentador estava pedindo a Jesus era que desconfiasse do Pai e assumisse inteiramente o controle.” Não importa o que estejamos passando, jamais devemos querer assumir o controle de nossas vidas e atitudes no lugar de Deus, antes, lembremos que a Graça d’Ele é suficiente para transpassarmos todos os problemas e alcançarmos a vida eterna (2 Co 12:94). Não confundamos isso com um quadro narcoléptico ou omissivo, onde tenhamos que nos isentar de nossas responsabilidades e esperar que toda a provisão venha do alto sem que atuemos em nada. “Uma pessoa fervorosa suplica ao Senhor que lhe conceda saúde; entretanto deixa de observar as normas de saúde. Ou pede que Deus salve sua alma; entretanto, negligencia o uso dos meios de graça, tais como o estudo das escrituras, a frequência à igreja, a participação dos sacramentos, o viver para o bem do próximo e para a glória de Deus. Ainda, alguém suplicará ao Senhor pelo bem estar físico e espiritual de seus filhos, porém ele mesmo deixa de leva-los aos caminhos do Senhor. Um membro da igreja, ao ser advertido por ter assistido a um espetáculo pecaminoso, defendeu-se dizendo: ‘Não posso negar que estive lá, porém, enquanto assistia, eu orava sem cessar’[…]”

Crer na providência divina é um verdadeiro salto de fé. É termos a convicção de que Deus, por sua misericórdia, prover-nos-á das ferramentas necessárias à execução de Sua obra, ainda que isso pareça impossível. Por isso somos chamados de loucos: por nos mantermos castos até o casamento ou não macularmos nosso leito nesta sociedade que prega o sexo livre; por nos mantermos honestos em um ambiente corrupto e licencioso; principalmente por continuarmos pregando Cristo e suas verdades em um mundo que jaz no maligno.

Conhecimento das Escrituras

Na segunda tentativa, o diabo foi ainda mais ardiloso ao utilizar a própria escritura, distorcendo o real sentido da passagem, no intuito de levar Cristo a pecar; estamos falando do paralelo entre Mt 4:65 e Sl 91:11, 126. Quando lemos o Salmo 91 é impossível não nos sentirmos seguros com a maravilhosa proteção divina tão ricamente detalhada pelo autor, contudo, percebamos que o primeiro versículo desse texto é condicional: “Este salmo tem nome e endereço: é aplicável àqueles que têm fé no Senhor, que vivem em comunhão com Deus (habitam) e confiam nEle para orientação e consolo. […] Esconderijo – lugar íntimo da oração, da comunhão do indivíduo com Deus.” (Shedd & Almeida, 1996). Fica claro que Deus não irá nos proteger independentemente do que façamos, antes, os anjos estarão sempre a nos guardar SE estivermos procedendo segundo a Sua vontade.

Através da descontextualização de uma passagem, o diabo promoveu a distorção de um ensinamento bíblico e, por meio disto, tentou fundamentar sua mentira. Cristo percebe o ardil e responde com o que está escrito em Dt 6:167, que remete a Ex 17:1-78, e encerra aquele diálogo deixando claro que não incorrerá no mesmo erro de Israel, que pôs Deus à prova por um motivo tão torpe. Esta passagem mostra como o desconhecimento acerca da sã doutrina abre uma enorme brecha que, certamente, será utilizada pelo diabo para nos ludibriar. Lembremos de Ef 6:12-189 e percebamos que apenas com a armadura de Deus sobre nossas vidas seremos capazes de perceber essas distorções demoníacas e ter forças para continuar trilhando no bom caminho traçado pelo Espírito Santo.

O desconhecimento das escrituras no meio do povo de Deus vem trazendo agruras faz muito tempo. Os fariseus criaram o Talmude que, grosseiramente, podemos descrever como um livro de regras que nos permitia compreender o Velho Testamento. Durante a Idade Média, a missa era rezada em latim e com o padre de costas para o público. Ainda hoje, em alguns países a bíblia é proibida e sua posse pode ocasionar a pena de morte. Por essas e outras, quais os motivos para que nós, no Brasil, estudemos tão pouco a Sagrada Escritura, ainda que o país seja laico e tenhamos tantas traduções disponíveis?

[…] o evangelicalismo caracteristicamente diz que Escritura é tão clara
quanto suficiente; […] que é o ministério central do Espírito Santo ,
dentro da aliança, nos levar às Escrituras que Ele inspirou, abrir as
escrituras para nós, e assim introduzir o conhecimento conceitual e
relacional do Pai e do Filho, conforme se apresentam nas escrituras
.” –
Packer, James.

Não há “Jeitinho Brasileiro”

Cristo possuía plena ciência da necessidade de sua passagem pela cruz e o sofrimento que isso representaria para Ele. Cônscio disso, o diabo ofereceu um caminho bem mais aprazível e sem necessidade da via crúcis, ou de grande labuta ao Messias no momento em que ofereceu-lhe todos os tesouros do mundo. Esse prêmio estaria disponível se Cristo simplesmente se ajoelhasse diante dele e o reconhecesse como deus. Percebamos que esse tipo de tentação é a mais difícil de nos esquivarmos por decorrer não de um ataque externo, mas de uma leitura que o diabo faz de nossas necessidades e anseios mais íntimos, e oferece soluções “maravilhosas” à satisfação dos mesmos (Não confundamos isso com onisciência, atributo exclusivo de Santíssima Trindade). Lembremos que toda a felicidade e prazer oferecidos pelo maligno são efêmeros e incompletos, antes, apenas o caminho da cruz (que já foi trilhado por Jesus) conduz não apenas à verdadeira paz, como à salvação eterna. Trilhar pelo caminho ensinado por Jesus não é fácil (Jo 16:3310, Mt 7:1411), não aceita atalhos (Jo 14:612, Mc 8:27-2913) e jamais poderá ser alcançado por meio de esforço humano ou ofertado por outrem (Ef 2:8-914). Não sejamos imprudentes ou néscios a ponto de trocar o caminho da salvação eterna e da paz verdadeira pelos prazeres temporários ofertados pelo mundo (1 Jo 5:1915), antes, fortaleçamos nossa fé, conhecimento e intimidade com Deus para que possamos, assim como Paulo, findar nossos dias focados no alvo: Cristo (2 Tm 4:716).

Conclusão

Queridos irmãos, a passagem de nosso redentor pelo deserto e as tentações que ali sofreu não foram uma simples metáfora, mas um fato concreto que nos traz ensinamentos maravilhosos. A nossa vida terrena é uma paráfrase daquele evento, pois estamos passando por esse deserto que chamamos de “mundo” e que possui como imperador o inimigo de nossas almas, rodeando-nos como um leão faminto, buscando nos tragar. E todos chegaremos, um dia, ao fim da jornada da vida, mas a coroa da salvação está reservada apenas aos santos que perseverarem na fé e, assim como Paulo, tiverem combatido o bom combate e guardado a fé salvadora em nosso messias. Todos os demais, ou seja, que fraquejarem na submissão à vontade de Deus, desconfiarem de sua providência, forem levados por qualquer vento de doutrina devido ao desconhecimento das verdades explicitadas na Palavra de Deus ou mesmo tentarem atalhos para o céu, sofrerão incomparável humilhação e tristeza quando da segunda volta de Cristo.

Não deixemos que a insubmissão a Deus ou desconfiança sobre qualquer um de seus desígnios, atributos, ensinamentos ou mandamentos turvem a nossa visão. Jamais deixemos que a frieza nos impeça de ler as escrituras e crescermos cada vez mais no conhecimento da graça, justiça e misericórdia do Senhor Jesus. E que peçamos, a cada dia, força e discernimento ao Espírito Santo, para que possamos caminhar no reto caminho que o Senhor designou aos seus filhos.

  1. ¹⁵ E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. ↩︎
  2. ⁴² Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. ↩︎
  3. ¹¹ Então o diabo o deixa; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam. ↩︎
  4. ⁹ E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. ↩︎
  5. ⁶ E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra. ↩︎
  6. ¹¹ Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
    ¹² Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra alguma. ↩︎
  7. ¹⁶ Não tentareis o Senhor vosso Deus, como o tentastes em Massá; ↩︎
  8. ¹ Depois toda a congregação dos filhos de Israel partiu do deserto de Sim pelas suas jornadas, segundo o mandamento do Senhor, e acampou em Refidim; e não havia ali água para o povo beber.
    ² Então contendeu o povo com Moisés, e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor?
    ³ Tendo pois ali o povo sede de água, o povo murmurou contra Moisés, e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e aos nossos filhos, e ao nosso gado?
    ⁴ E clamou Moisés ao Senhor, dizendo: Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejará.
    ⁵ Então disse o Senhor a Moisés: Passa diante do povo, e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai.
    ⁶ Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel.
    ⁷ E chamou aquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel, e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós, ou não? ↩︎
  9. ¹² Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
    ¹³ Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
    ¹⁴ Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;
    ¹⁵ E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;
    ¹⁶ Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
    ¹⁷ Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
    ¹⁸ Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,
    Efésios 6:12-18 ↩︎
  10. ³³ Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. ↩︎
  11. ¹⁴ E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. ↩︎
  12. ⁶ Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. ↩︎
  13. ²⁷ E saiu Jesus, e os seus discípulos, para as aldeias de Cesareia de Filipe; e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que eu sou?
    ²⁸ E eles responderam: João o Batista; e outros: Elias; mas outros: Um dos profetas.
    ²⁹ E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe disse: Tu és o Cristo. ↩︎
  14. ⁸ Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
    ⁹ Não vem das obras, para que ninguém se glorie; ↩︎
  15. ¹⁹ Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo jaz no maligno. ↩︎
  16. ⁷ Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. ↩︎

Bibliografia

  • Hendriksen, W. (2001). MATEUS: Volume 1 – Comentário do Novo Testamento. Cambuci – SP: Cultura Cristã.
  • Shedd, R. P., & Almeida, J. F. (1996). Bíblia Vida Nova. São Paulo – SP: Vida Nova.
  • Tasker, R. (2005). MATEUS: Introdução e Comentário. São Paulo – SP: Vida Nova.

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